Houve um tempo em que... Havia tempo demais. Há um tempo em que... Não há mais tempo a perder. Houve um tempo em que, todo o meu tempo eu daria a você, Um tempo que eu dançava, me lembrando das noites passadas. Há um tempo em que noites perdidas, Não são mais só noites perdidas. Houve um tempo, em que achei que nos reencontraríamos, Um tempo onde o amor e a esperança foram enterrados. Há um tempo que já espero, Por uma planta. As músicas carregam você pra mim, O passado tem mais vidas que gato. Houve um tempo onde não havia passado, E como agora o tempo tem passado. Não se pode esperar mais, Não enquanto o tempo corre assim tão assustado. Não quando tudo que parecia vivo, Já se tornou passado. Nos tornamos nossa própria caixinha de lembranças, Somos o que fomos. Não deixamos de ser nossas lembranças, O fim é nada mais que lembrar o passado. Morremos agarrados a coisas mortas, Momentos que morrem a todo o tempo. Pois o que vive agora, Amanhã não vive mais. O que nos mantém vivos, Com tantas mortes, Não é o que vivemos, É o que vive em nós.
Para explicar uma obra de arte, nada pior do que as palavras da crítca, elas só levam a mal-entendidos mais ou menos felizes, nem tudo se pode saber ou dizer, como nos fazem pensar e acreditar. E nada é mais difícil do que julgar uma obra de arte. Se eu tivesse condições de lhe aconselhoar diria apenas: não olhe para o exterior, penetre em si mesmo e procure as necessidades que a faz escrever. E, então, Escreva.
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