Como essas noites frias tem me esfriado a cabeça, o céu nunca esteve tão perto a noite, as constelações mais a mostra, e é mais ou menos como se pairasse uma calma a mais, talvez as noites sejam as mesmas de muitos tempos, talvez eu tenha começado a enxergar mais, só sei que de repente é como se as cores ficassem mais fortes e as coisas que antes passavam despercebido agora me causam grande alvoroço. Tenho notado um mundo mais vivo, onde cada folhinha caída de árvore quisesse mostrar algo, sinto uma conspiração do universo, sinto cada ligação de elementos, sinto que os elementos são a forma palpável de nosso humor.
O mundo foi feito e fomos moldados a ele, como se a alma fosse uma foto do mundo, onde se pode ser selvagem, delicado, ter o calor. Morremos como tudo morre, mais existe uma alma que fica e pode ser sentida pelos ainda vivos, é como se a morte fosse o tempo dado de um jogo onde tentamos fazer o máximo antes dela, pra sermos lembrados, pra que possamos fazer alguma diferença.
Tenho visto cada pessoa mais profundamente, tenho lido o que os sorrisos trazem por trás, tenho entendido mais as pessoas pelo que elas carregam em sua bagagem, uma mochila pesada pode lhe causar um grande dor nas costas. Tenho visto como é interessante cada trajetória de vida escolhida, observando as mais exóticas, dês de descobrir um grande segredo a conquistar um espaço. As vezes é assustador, é como se eu pudesse ver monstros em plena luz do dia, vampiros dispostos a sugar sua vida. Como se fizesse parte de um filme onde o bem luta contra o mau. Ao mesmo tempo que os olhos vêem o que não quer, pode-se notar um bando de aves migrando por melhora atravessando o mundo, fênix renascendo das cinzas, borboletas que mergulham no mar e peixes voando, superação. A tempos venho vendo um homem vivendo entre uma manada de búfalos.
Queria poder emprestar meus olhos para que todos pudessem ver como eu vejo, então talvez fossem tão dramáticos quanto eu, talvez sentissem tão mais. Talvez pudessem assim ver a glória de pequenos que nesse mundo passam despercebidos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário